Dra Karin Rossi https://www.novo.drakarinrossi.com.br Ginecologista e Oncologia Wed, 15 Oct 2025 15:01:56 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.1 https://www.novo.drakarinrossi.com.br/wp-content/uploads/2025/09/cropped-Assinatura_KRossi_02_b-32x32.png Dra Karin Rossi https://www.novo.drakarinrossi.com.br 32 32 Ginecologia e Adolescencia https://www.novo.drakarinrossi.com.br/ginecologia-e-adolescencia/ https://www.novo.drakarinrossi.com.br/ginecologia-e-adolescencia/#respond Wed, 15 Oct 2025 15:01:54 +0000 https://www.novo.drakarinrossi.com.br/?p=363 A Organização Mundial da Saúde define adolescente como o indivíduo que se encontra entre os dez e dezenove anos de idade, e no Brasil, a legislação, através Estatuto da Criança e do Adolescente, estabelece ainda uma faixa etária para menores de idade — dos 12 anos completos aos 18 anos, período durante o qual a pessoa nessa faixa de idade (legalmente considerada “adolescente”)

Puberdade

O marco principal da puberdade para os homens é a primeira ejaculação, que ocorre em média aos 13 anos. Para as mulheres, é o início da menstruação, que ocorre em média entre 12 e 13 anos. No século XXI, a idade média em que as crianças atingem a puberdade é menor em comparação com o século XIX, quando tinha 15 anos para meninas e 16 para meninos. Este é, possivelmente, devido aos produtos químicos em alimentos ou uma melhor nutrição.[6]

A consulta ginecológica da adolescente

Importante que o ginecologista faça o acolhimento em especial as adolescentes que estão sofrendo as transformações do próprio corpo e provavelmente tem muitas dúvidas.

A presença de pacientes adolescentes tem sido mais frequente nos consultórios ginecológico. Os principais motivos da consulta estão relacionados com o desenvolvimento da puberdade, distúrbios do ciclo menstrual, corrimento, vulvovaginites e contracepção. Embora essas situações clínicas sejam do conhecimento e manejo do ginecologista, quando a cliente é adolescente, é importante que o profissional, ao iniciar o atendimento, estabeleça uma abordagem empática que contribua para uma relação de confiança entre médico e paciente, permitindo que ela se sinta à vontade em discutir as questões relacionadas com o exercício da sexualidade.

A anamnese não difere de uma paciente adulta, no entanto alguns tópicos são relevantes, como a situação vacinal da adolescente. Os antecedentes sobre o ciclo menstrual precisam ser detalhados. Na ausência do estabelecimento da menarca, é importante avaliar se já houve o surgimento dos caracteres sexuais, sendo depois confirmados no exame físico segundo o estadiamento de Tanner. A idade da menarca, o padrão menstrual quanto ao intervalo, o volume e a duração do fluxo, e a data da última menstruação devem ser registrados. As adolescentes devem ser orientadas a anotarem seus períodos menstruais e, para isso, pode ser oferecido um calendário menstrual ou sugerido um aplicativo de controle do ciclo, disponíveis para smartphones. São frequentes as dúvidas e receios sobre a alteração menstrual após a menarca e o comprometimento da fertilidade futura. O esclarecimento sobre ser a situação frequente e na maioria das vezes fisiológica tranquiliza a mãe e a adolescente.

O exame físico deve iniciar pesando a adolescente, identificando a sua estatura e o índice de massa corporal (IMC), e aferindo a pressão arterial, a temperatura e o pulso arterial. Esse momento é oportuno para orientações sobre hábitos alimentares e prática de atividade física. A postura da jovem pode evidenciar constrangimento, vergonha e até medo. Adolescentes insatisfeitas com suas mamas podem inclinar o tronco para frente objetivando escondê-las. Na sequência, segue-se o exame das mamas, devendo cada etapa ser explicada para a adolescente, principalmente para aquelas que se consultam pela primeira vez, deixando o exame ginecológico para o final. Caso a paciente não queira realizar o exame ginecológico e a situação não seja uma urgência e/ou emergência, o exame poderá ser protelado para outro momento. É importante, no entanto, indagar sobre o porquê da relutância para ser examinada e esclarecer sobre a importância do exame. Independentemente da queixa principal ou do motivo da consulta, deve-se identificar o estágio do desenvolvimento puberal para as mamas e pelos, utilizando-se dos critérios de Tanner. Naquelas que ainda não tiveram menarca, a avaliação do status puberal e o exame da genitália externa são fundamentais para observar hímen e trato de saída, identificando precocemente, nesse caso, a possibilidade de uma imperfuração himenal ou outra malformação obstrutiva (fator de risco para Endometriose). Outras situações observadas no exame genital são os septos de hímen, cuja presença pode dificultar a inserção de absorventes internos ou mesmo causar desconforto e sangramento mais intenso na primeira relação. A presença da hipertrofia dos pequenos lábios pode ser motivo de dúvidas e às vezes de desconforto para as adolescentes.

A expressão marcante da sexualidade nas adolescentes e o início da vida sexual cada vez mais precocemente.

A sexualidade é um conceito multidimensional e compreende vários aspectos, incluindo o amor, as relações interpessoais, o comportamento social, as relações sexuais, o afeto, a feminilidade, a masculinidade e questões de gênero.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) refere que a sexualidade é uma energia que motiva a busca do amor, o contato e a intimidade, e se expressa na forma de sentir e na maneira como as pessoas interagem.

A construção da sexualidade da adolescente irá balizar o seu comportamento sexual e é determinada por estímu-los que ela recebe desde o nascimento, vindos dos pais, da família e da sociedade. ) Em geral, esses estímulos são predeterminados pelas normas sociais que visam reafirmar o sexo biológico da criança.

Essas preferências parecem fazer parte de características geneticamente herdadas, que são moduladas pela ação dos esteroides sexuais no sistema nervoso central no processo do neurodesenvolvimento, que definem habilidades e características psíquicas individuais que influenciam o comportamento. De fato, a testosterona tem papel importante no neurodesenvolvimento e, potencialmente, esse hormônio influencia as diferenças de comportamento entre meninos e meninas.

SAÚDE MENTAL NA ADOLESCÊNCIA

A depressão na adolescência é uma condição comum, porém nem sempre diagnosticada. A incidência é maior em meninas, aumenta acentuadamente após a puberdade e, no final da adolescência, a taxa de prevalência de um ano excede 4%.

As ações nas escolas que visaram apenas à abstinência foram efetivas para reduzir em 15% o risco de iniciação sexual precoce. Os programas que vincularam as ações nas escolas com serviços de saúde reprodutiva e ações comunitárias são os que mais favoreceram a redução das taxas de gravidez na adolescência.

A Adolescência e a Sexualidade

A adolescência é um período marcado por impulsividade, inquietude, incertezas, experimentações e comportamento desafiador em meninos e meninas. No início da adolescência, os esteroides sexuais promovem modificações estruturais na genitália e ativam o sistema límbico, especialmente a área pré-óptica e a amígdala, que estão envolvidas na pulsão sexual. O mundo mágico dos adolescentes é isento dos riscos “atribuídos” pelos adultos e vai sendo construído seguindo a lógica de suas pulsões límbicas, o que favorece os  comportamentos de risco e a iniciação sexual precoce. A família é a base da construção da sexualidade, mas os adolescentes buscam segurança emocional nos seus pares e fidelizam suas ações ao seu grupo de convívio, que pode ser assertivo ou transgressor, sem a devida preocupação com os aspectos de prevenção.

Segundo o estudo Brasileiro PeNSE, 1/3 dos adolescentes inicia as relações sexuais com menos de 15 anos, muitos sem proteção e sem método contraceptivo. Um estudo com 202 estudantes de escolas públicas com idade entre 15 e 19 anos, sendo 69 (34,2%) homens e 133 (65,8%) mulheres. A média de idade da primeira relação pênis-vagina para 63,4% das meninas foi de 14,4 (12-17) anos, e 70 (82,4%) delas não usaram qualquer método contraceptivo na primeira relação sexual. Perguntadas sobre a motivação para iniciar a vida sexual, 69 (81%) delas referiram que era simplesmente porque “estavam a fim”. Juntando isso aos altos índices de relações sexuais sem métodos anticoncepcionais, a iniciação sexual parece ter ocorrido pela força da pulsão sexual dessas meninas, sem o devido preparo de educação sexual formal e sem a adequada prestação de serviços de saúde sexual para dar oportunidade a elas de conhecer os métodos contraceptivos(8) e as implicações de uma iniciação sexual precoce.

O ginecologista e obstetra (GO), tem papel fundamental nas ações que visam reduzir esses comportamentos de risco dos adolescentes para a prevenção de piores agravos como gravidez não planejada, infecções sexualmente transmissíveis, depressão, arrependimentos e múltiplos parceiros, que impactam negativamente na saúde sexual e geral dos adolescentes. O American College of Obstetricians and Gynecologists (ACOG) defende a participação dos GO inclusive em programas de Educação em Sexualidade, pelo amplo acesso que esse profissional tem a importantes aspectos da sexualidade da adolescente e da saúde sexual dos casais

Se você é adolescente, deixe a sua dúvida!

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Endometriose no diafragma https://www.novo.drakarinrossi.com.br/endometriose-no-diafragma/ https://www.novo.drakarinrossi.com.br/endometriose-no-diafragma/#respond Wed, 15 Oct 2025 14:57:37 +0000 https://www.novo.drakarinrossi.com.br/?p=354

O local mais comum de endometriose fora da cavidade abdominopélvica está dentro da cavidade torácica. A endometriose no parênquima pulmonar ou nas superfícies diafragma e pleural produz uma série de manifestações clínicas e radiológicas, incluindo pneumotórax catamenial, hemotórax catamenial, hemoptise catamenial e nódulos pulmonares. Coletivamente, isso é conhecido como síndrome da endometriose torácica (EET) .8, –10 Recentemente, Bobbio et al. propuseram expandir essa definição clássica de EET para incluir hérnia diafragmática relacionada à endometriose, dor torácica catamenial e derrame pleural relacionado à endometriose.11

Atualmente, o TE é uma manifestação da progressão da endometriose. Isso é evidenciado por observações epidemiológicas demonstrando uma idade mais avançada no início e endometriose pélvica coexistente em mulheres com endometriose torácica. Quando comparada com uma idade média na apresentação de 25 a 30 anos em pacientes com apenas endometriose pélvica, a idade na apresentação de pacientes com endometriose torácica é aumentada para uma média de 35 anos. Além disso, os pacientes geralmente apresentam sintomas de endometriose pélvica aproximadamente 5 a 7 anos antes do desenvolvimento de sintomas de endometriose torácica.8 Embora a doença torácica possa ocorrer isoladamente, ela geralmente está associada à endometriose extensa dos sistemas reprodutivo, geniturinário e gastrointestinal.7,8,12 Entre os pacientes diagnosticados com TE, 50 % –84% têm endometriose pélvica concomitante.12 Assim, o objetivo desta revisão é descrever a fisiopatologia, a apresentação clínica e o diagnóstico da ETE e discutir técnicas cirúrgicas para o manuseio videolaparoscópico e videotoracoscópico com ou sem assistência robótica.

A apresentação clínica do EET pode ser variável, com muitos pacientes sendo assintomáticos. Pacientes sintomáticos freqüentemente experimentam uma constelação de sintomas temporais e achados radiológicos com a menstruação, incluindo pneumotórax catamenial (80%), hemotórax catamenial (14%), hemoptise catamenial (5%) e, raramente, nódulos pulmonares.8 No entanto, os sintomas têm sido relatados antes da menstruação, durante o período periovulatório e após a relação sexual.27,32,33

Os sintomas da endometriose torácica estão amplamente relacionados à localização anatômica das lesões. O TE pleural geralmente apresenta sintomas de pneumotórax catamenial e dor no peito ou no ombro. O pneumotórax catamenial é definido como pneumotórax recorrente que ocorre dentro de 72 horas após o início da menstruação.18 Os sintomas experimentados pelos pacientes são comparáveis ​​aos do pneumotórax espontâneo e incluem dor torácica pleurítica, tosse e falta de ar. Além disso, a irritação diafragmática pode produzir dor referida na região periscapular ou radiação no pescoço (geralmente do lado direito). O hemitórax direito está envolvido em até 92% dos casos, com 5% dos casos envolvendo o hemitórax esquerdo e 3% com envolvimento bilateral.12 O hemotórax catamenial é uma manifestação menos comum de ETE pleural. Semelhante ao pneumotórax catamenial, apresenta sintomas inespecíficos de tosse, falta de ar e dor torácica pleurítica. É predominantemente do lado direito, embora tenham sido relatados casos raros de hemotórax do lado esquerdo.30 O TE broncopulmonar menos comum apresenta-se como hemoptise catamenial leve a moderada ou como nódulos pulmonares raros identificados na imagem. Hemoptise maciça e com risco de vida é rara. Nódulos pulmonares podem ser achados incidentais no momento da imagem ou podem ocorrer em pacientes sintomáticos. Eles podem variar de tamanho de 0,5 a 3 cm.8,34 Fora das manifestações clínicas bem estabelecidas de EET, os casos de endometriose diafragmática isolada são tipicamente assintomáticos, mas podem resultar em irritação do nervo frênico. Isso pode produzir uma síndrome de apenas dor catamenial, apresentando-se como pescoço cíclico, ombro, quadrante superior direito ou dor epigástrica.2,9,10,31,35, –37

Como as manifestações clínicas do TE podem ser variáveis ​​e nem sempre é reconhecida uma associação temporal com a menstruação, é essencial um alto nível de suspeita clínica para garantir um diagnóstico oportuno.38 Embora o diagnóstico diferencial do TE seja amplo, características que distinguem o TE de outros doenças com uma apresentação semelhante incluem a relação temporal com a menstruação, sintomas predominantes do lado direito, idade jovem, presença de doença recorrente e histórico de infertilidade.

Nas pacientes que foram submetidas a cirurgia de endometriose profunda em Phoenix (EUA), aproximadamente 0,6% possuem lesão do diafragma. Verificou-se, no entanto, que cerca de 80% das pacientes que possuem lesão diafragmática terão concomitantemente lesão de endometriose pélvica.

Os sintomas provocados pela endometriose são normalmente dor e infertilidade, porém dependendo da localização ela pode provocar disfunções nos órgãos acometidos pela doença. No caso do diafragma, a endometriose pode levar ao aparecimento do pneumotórax espontâneo, dor torácica e hemoptise (tosse com sangue), principalmente no período menstrual.

O pneumotórax é a presença de ar no parênquima (tecido) pulmonar colabando os alvéolos, responsáveis pela troca gasosa, diminuindo, consequentemente, a concentração de oxigênio nas células.

A endometriose diafragmática pode ser detectada pela ressonância magnética, cuja sensibilidade varia de 78 a 83%. O diagnóstico definitivo é feito com a análise histopatológica do material retirado cirurgicamente.

NEZHAT C.; LINDHEIM S. R.; BACKHUS L.; VU M.; VANG N.; NEZHAT A.; NEZHAT C. Thoracic Endometriosis Syndrome: A Review of Diagnosis and Management; JSLS. 2019 Jul-Sep; 23(3): e2019.00029.

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Dor Pélvica https://www.novo.drakarinrossi.com.br/dor-pelvica/ https://www.novo.drakarinrossi.com.br/dor-pelvica/#respond Wed, 15 Oct 2025 14:56:31 +0000 https://www.novo.drakarinrossi.com.br/?p=351 A Dor pélvica crônica (DPC), condição que responde por 10% a 20% das consultas ginecológicas, tem um impacto negativo no curso de vida das mulheres em idade fértil, estando associada a reduzida qualidade de vida, sintomas depressivos, ansiedade, diminuição da produtividade no trabalho e reduzida satisfação sexual.

A DPC é definida como presença de dor originária de órgãos/estruturas pélvicas, tipicamente com duração maior que seis meses e está frequentemente associada com sintomas sugestivos de disfunções do trato urinário inferior, sexual, intestinal, assoalho pélvico, miofascial ou ginecológico.

Para ter uma noção dos mecanismos fisiopatológicos envolvidos e indicar medidas para controle da dor, o Protocolo da Febrasgo n.2 dividiu a origem da DPC em: visceral, neuromuscular e psicossocial.

  • Causas viscerais: incluem adenomiose, aderências pélvicas, congestão pélvica, doença inflamatória pélvica, endometriose, leiomioma, massa anexial, ovário remanescente, vestibulite e vulvodínia.
  • Causas viscerais: disfunções intestinais (síndrome do intestino irritável e outras doenças inflamatórias intestinais, colite diverticular, doença celíaca, câncer colorretal ou sequela do seu tratamento) e urinárias (síndrome da bexiga dolorosa, infecção urinária crônica ou complicada, divertículo uretral, câncer de bexiga ou sequela do seu tratamento);
  • Causas neuromusculares, há neuralgia (as do ilio-hipogástrico, ilioinguinal e pudendo são as mais comuns), síndrome miofascial, espasmo do levantador do ânus, ­ bromialgia e epilepsia abdominal
  • Causas psicossociais:  desordens depressivas, de ansiedade, transtornos somatoformes e abusos

Independente da causa da dor pélvica crônica, a maioria das pacientes apresenta um evento comum: a sensibilização central, que compreende uma série de eventos que ocorrem no sistema nervoso central reduzindo significativamente o limiar de dor das mulheres e culminam numa percepção aumentada de dor.

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Dia do Tabaco https://www.novo.drakarinrossi.com.br/dia-do-tabaco/ https://www.novo.drakarinrossi.com.br/dia-do-tabaco/#respond Fri, 10 Oct 2025 00:43:51 +0000 https://www.novo.drakarinrossi.com.br/?p=274 O dia 31 de maio foi instituído como o “Dia Mundial sem Tabaco” pela OMS. Mas por que esse tema é tão importante?

As principais causas de morte na população feminina estão relacionadas com o tabagismo: em primeiro lugar as doenças cardiovasculares; em segundo, as neoplasias malignas e, em terceiro, as doenças respiratórias.

Mesmo sendo um hábito historicamente iniciado pelo público masculino, no Brasil, o consumo de tabaco entre os homens vem diminuindo enquanto entre as mulheres tem se mantido estável, segundo o INCA.

No ponto de vista ginecológico, mulheres fumantes que não usam métodos contraceptivos hormonais reduzem a taxa de fertilidade de 75% para 57%, em razão do efeito causado pela concentração de nicotina no fluído folicular do ovário, e as que fumam antes da gravidez têm duas vezes mais chances de atraso na concepção e, aproximadamente, 30% mais chances de serem inférteis. Durante a gestação o tabaco aumenta o risco de placenta prévia, parto prematuro, abortos espontâneos, crescimento intrauterino restrito, má formação fetal, hemorragia, entre outros.

E não para por ai. O tabaco tem uma influência negativa em todo o nosso organismo:

  • Aumenta as chances de doenças cardiovasculares;
  • Diminui a saúde vascular, com maior chance de acidente vascular cerebral, doença coronariana;
  • Reduz a saúde vascular de membros inferiores, das artérias abdominais;
  • Aumenta o risco de aneurismas;
  • É fator de risco para câncer de mama, câncer de colo uterino, câncer de pulmão;
  • Está associado com doenças respiratórias como enfisemas, bronquites crônicas, rinites alérgicas.

Com tantos malefícios associados, faço o meu alerta para os cuidados com a sua saúde! Seu corpo é único e merece ser tratado com carinho.

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Busque Equilíbrio https://www.novo.drakarinrossi.com.br/busque-equilibrio/ https://www.novo.drakarinrossi.com.br/busque-equilibrio/#respond Fri, 10 Oct 2025 00:42:09 +0000 https://www.novo.drakarinrossi.com.br/?p=268 O início do ano é um bom momento para refletir e idealizar como você quer viver os próximos 365 dias. Esse planejamento precisa contemplar todos os aspectos importantes da sua vida de forma equilibrada.

Mas como fazer isso?

Certa vez, Brian Dyson, ex-presidente da Coca Cola, disse: “imagine a vida como um jogo, no qual você faz malabarismo com cinco bolas que são lançadas no ar… Essas bolas são: o trabalho, a família, a saúde, os amigos e o espírito. O trabalho é a única bola de borracha, se cair, bate no chão e pula para cima. Mas as quatro outras são de vidro, se caírem no chão, quebrarão e ficarão permanentemente danificadas. Entendam isso e busquem equilíbrio na vida”.

Confira acima as dicas valiosas que Dyson e para encontrar esse equilíbrio.

  1. Não diminua seu próprio valor comparando-se com outras pessoas. Somos todos diferentes. Cada um de nós é um ser especial. Não fixe seus objetivos com base no que os outros acham importante. Só você tem condições de escolher o que é melhor para si próprio.
  1. Dê valor e respeite as coisas mais queridas de seu coração. Apegue-se a ela como a própria vida. Sem elas a vida carece de sentido. Não deixe que a vida escorra entre os dedos por viver no passado ou no futuro. Se viver um dia de cada vez, viverá todos os dias de suas vidas.
  1. Não desista enquanto ainda é capaz de um esforço a mais. Nada termina até o momento em que se deixa de tentar. Não tema admitir que não é perfeito.
  1. Não tema enfrentar riscos. É correndo riscos que aprendemos a ser valentes.
  1. Não exclua o amor de sua vida dizendo que não se pode encontrá-lo. A melhor forma de receber amor é dá-lo. A forma mais rápida de ficar sem amor é apegar-se demasiado a si próprio. A melhor forma de manter o amor é dar-lhe asas. Corra atrás de seu amor, ainda dá tempo!
  1. Não corra tanto pela vida a ponto de esquecer onde esteve e para onde vai.
  1. Não tenha medo de aprender. O conhecimento é leve. É um tesouro que se carrega facilmente.
  1. Não use imprudentemente o tempo ou as palavras. Não se pode recuperar uma palavra dita.
  1. A vida não é uma corrida, mas sim uma viagem que deve ser desfrutada a cada passo.

Lembre-se: Ontem é história. Amanhã é mistério e HOJE é uma dádiva. Por isso se chama “presente”.

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Adenomiose https://www.novo.drakarinrossi.com.br/adenomiose/ https://www.novo.drakarinrossi.com.br/adenomiose/#respond Fri, 10 Oct 2025 00:19:03 +0000 https://www.novo.drakarinrossi.com.br/?p=243 Para entender a Adenomiose, é preciso saber que o útero é formado por 3 camadas: endométrio (camada interna), miométrio (camada intermediária) e serosa (camada externa, que separa o útero de outros órgãos). A adenomiose se caracteriza pela presença de glândulas endometriais no miométrio;

Os sintomas mais comuns são: sangramento intenso durante o período menstrual e cólicas menstruais. A adenomiose pode estar associada a miomatose uterina ou endometriose.

O organismo fica o tempo todo tentando cicatrizar as lesões da doença, elevando a produção local de prostaglandina e estradiol e reduzindo a ação da progesterona, hormônio envolvido com a fertilização e implantação;

Há um aumento da contratilidade uterina, podendo expulsar o embrião da cavidade endometrial, dificultando a implantação e ainda aumentando os riscos de abortamento tardio, trabalho de parto prematuro e rotura da bolsa antes do termo da gestação;

A ação imune também fica exacerbada, com ativação dos macrófagos (um tipo de glóbulo branco, célula de defesa do organismo) e com produção de óxido nítrico em altos níveis, o que pode levar a falha de implantação e abortamentos precoces;

Para a mulher que ainda deseja gestar, é recomendada a cirurgia laparoscópica para prevenção do útero e retirada da Adenomiose. O primeiro passo da cirurgia laparoscópica assistida pelo robô é a marcação dos limites da doença encontrada na parede posterior do útero. Ao incisar o miométrio, todas as lesões foram retiradas.

A robótica é mais uma ferramenta que permite uma sutura eficaz e rápida da parede uterina.  Etapa importante para prevenção de ruptura uterina durante o desenvolvimento da gestação.

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